Morre o cantor piauiense Roberto Müller, o romântico Pingo de Ouro do Brasil, aos 89 anos






   O cantor piauiense Roberto Müller morreu nesta quinta-feira (24), aos 89 anos, em um hospital do Recife.

Natural de Piracuruca, o artista que se consagrou como "o romântico Pingo de Ouro do Brasil" levou baladas como "Entre espumas" e "Sofro por ti" a públicos de todo o Nordeste por décadas.

Müller estava internado desde 13 de setembro para tratar uma pneumonia e vivia na capital pernambucana havia mais de três décadas.

Em 2002, chegou a ser dado como morto em um livro didático do governo do Piauí, episódio que ele mesmo revelou com bom humor em 2007.

Segundo a família, o artista estava acamado havia cerca de seis anos.

A neta Lídia Queiroz contou que o avô sofreu três episódios de AVC a partir de 2009 e permaneceu lúcido até 2020.

Depois disso, a idade e as complicações clínicas foram agravando a saúde.

Batizado como José Ribamar da Silva, o intérprete começou na música nos anos 1950 e ganhou o Brasil com as baladas românticas, que conquistaram um público fiel, especialmente no Nordeste.

"Luz Negra" também está entre os seus maiores sucessos.

A discografia reúne 50 LPs e 18 CDs lançados pela gravadora Sony & BMG, números que dão a medida de uma carreira longa e produtiva.

A prefeitura de Piracuruca, cidade natal do cantor, lamentou a morte em nota oficial.

O texto destaca que o conterrâneo projetou o município no cenário nacional com a voz e deixou marca na música popular brasileira.

Nos últimos anos, a rotina de cuidados de Müller contou com uma equipe de cuidadores e com a presença da empresária e compositora Dagmar Pereira.

À Rádio Tupi, Lídia a descreveu como "um anjo em nossas vidas", pela dedicação ao artista até o fim.

Roberto Müller deixa oito filhos, 20 netos e 10 bisnetos.

O velório está marcado para sexta-feira (25), a partir das 8h, no Cemitério de Santo Amaro, no Recife.

O sepultamento está previsto para as 14h.

Dado como morto em livro didático do Governo do Piauí

A história ganhou o país em 2007, quando Müller, então com 70 anos, contou ao G1 que havia descoberto a própria "morte" nas páginas de um livro.

Na página 14 de "Educação sem fronteiras", especial sobre arte popular lançado em 2002 pelo governo do Piauí, o texto dizia que ele "morreu ainda jovem e é lembrado com carinho pela sua contribuição à arte".







Fonte - O Dia.
Por - Daniel Pessoa.
Foto - Reprodução.

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