Falta exatamente um mês para o início oficial da campanha eleitoral. Enquanto os partidos aceleram convenções, alianças e a definição dos últimos nomes que estarão nas urnas, um mergulho na história política do Piauí revela curiosidades que ajudam a entender quem já ocupou uma das cadeiras mais cobiçadas da política brasileira: a Câmara dos Deputados.
Desde a criação do mandato de deputado federal, 84 piauienses diferentes já representaram o estado em Brasília.
Mas o dado que mais chama atenção não está apenas nos nomes. Está na origem deles.
Teresina é, disparadamente, o maior berço dos deputados federais do Piauí.
Ao longo da história, 22 parlamentares nasceram na capital, número muito superior ao de qualquer outro município.
Bem atrás aparece Oeiras, com cinco deputados.
Na sequência vêm Picos e Parnaíba, com quatro representantes cada.
União, São João do Piauí e Bom Jesus elegeram três parlamentares cada, enquanto Piripiri, Guadalupe, Pedro II, São Raimundo Nonato, Campo Maior e Barras aparecem com dois representantes cada.
Outras 14 cidades piauienses também já tiveram, pelo menos uma vez, um filho ocupando uma cadeira na Câmara Federal.
Mas nem todos os deputados que defenderam os interesses do Piauí nasceram em solo piauiense.
O levantamento mostra que quatro parlamentares nasceram no Ceará, três no Rio de Janeiro e dois em Minas Gerais.
Também há representantes naturais do Acre, Maranhão, Pará e São Paulo, um de cada estado.
E há duas histórias que parecem ter saído de um roteiro de cinema.
O ex-governador e ex-deputado Hugo Napoleão nasceu em Portland, nos Estados Unidos, enquanto o ex-deputado Coelho Rodrigues veio ao mundo em Genebra, na Suíça.
Dois piauienses por trajetória política, mas com certidões de nascimento emitidas a milhares de quilômetros do Brasil.
Outra curiosidade está na participação feminina.
Entre os 84 deputados federais que já passaram pela bancada do Piauí em Brasília, apenas seis foram mulheres, um retrato de como a representação feminina ainda foi historicamente reduzida na política piauiense, embora esse cenário venha mudando gradualmente nas últimas eleições.
Quando o assunto é longevidade política, poucos conseguiram permanecer tanto tempo no Congresso.
Os recordistas são Átila Lira e Paes Landim, ambos com oito mandatos como deputados federais.
Os dois, porém, já estão fora da disputa política.
Logo atrás aparece Júlio César, com sete mandatos consecutivos na Câmara.
Desta vez, no entanto, ele tenta escrever um novo capítulo da carreira como pré-candidato ao Senado Federal.
Mais do que uma lista de nomes, o levantamento revela como a representação política do Piauí foi construída ao longo das décadas.
Entre capitais e pequenas cidades do interior, entre brasileiros de vários estados e até parlamentares nascidos nos Estados Unidos e na Suíça, a bancada federal piauiense reúne histórias curiosas, trajetórias improváveis e personagens que ajudaram a escrever parte importante da história política do estado.
Com uma nova eleição se aproximando, esse mapa da origem dos deputados mostra que, embora os nomes mudem, a política continua sendo feita por histórias que começam muito antes das urnas.
Fonte e Foto - Conecta Piauí.

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