O Piauí vive uma contradição que nem a propaganda oficial consegue esconder






   Enquanto o governo vende a imagem de um estado moderno e inovador, os números das contas públicas mostram outra realidade.

Em 2025, o Piauí registrou déficit primário de R$ 1,25 bilhão, o pior resultado proporcional do Brasil. Foram R$ 18,8 bilhões arrecadados contra R$ 20,06 bilhões gastos.

E o problema não parece ser momentâneo. As próprias projeções oficiais apontam déficits sucessivos até 2029, revelando uma trajetória de desequilíbrio fiscal.

Na educação, apenas 13% das despesas estaduais foram destinadas à área. 

O resultado aparece nos indicadores sociais: o Piauí segue entre os estados com maiores taxas de analfabetismo do país.

Outro ponto chama atenção: as despesas com pessoal representam 39% das despesas correntes, um dos menores percentuais do Brasil. 

Ou seja, não é o servidor público o responsável pelo desequilíbrio. 

Enquanto isso, professores e policiais seguem entre os menos valorizados em relação à importância do trabalho que exercem.

Enquanto os serviços enfrentam dificuldades, o cidadão paga a conta. 

O Piauí tem uma das maiores alíquotas internas de ICMS do país, com 22,5%, aumentando o custo para famílias e empresas.

A pergunta é simples: se os impostos aumentam, a dívida cresce e os empréstimos se multiplicam, onde estão os resultados proporcionais para a população?

Onde estão os empregos de qualidade?

Onde estão as grandes transformações econômicas?

Por que ainda perdemos tantos talentos para outros estados?

O discurso fala em desenvolvimento e inovação. 

Os números mostram déficit, endividamento, alta carga tributária e dependência econômica.

A propaganda pode tentar esconder a realidade por algum tempo. 

Mas as contas públicas e a vida dos piauienses continuam mostrando os fatos.


Fonte e Foto - O Piauiense.

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