A Agência Nacional de Energia Elétrica divulgou nesta sexta-feira (12) a segunda edição do boletim InfoTarifas, apontando que a conta de energia elétrica deverá ter aumento médio de 8,6% em 2026.
A estimativa considera os fatores que influenciam os reajustes tarifários das distribuidoras em todo o país.
De acordo com a Aneel, a previsão de reajuste das tarifas de energia está acima dos índices de inflação considerados pela agência.
As projeções utilizadas no levantamento são de:
5,8% para o IGP-M;
4,9% para o IPCA.
Isso significa que o aumento esperado para a conta de luz poderá superar significativamente a inflação projetada para o período.
Recursos serão usados para reduzir impacto nas tarifas
Apesar da expectativa de alta, a Aneel informou que recursos provenientes do Uso do Bem Público (UBP) serão utilizados para amenizar os efeitos dos reajustes sobre os consumidores.
A medida beneficiará principalmente regiões atendidas por distribuidoras localizadas nas áreas de atuação da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste.
Segundo a agência reguladora, os clientes cativos de 22 distribuidoras de energia elétrica deverão receber descontos nas faturas graças à destinação desses recursos.
A iniciativa busca reduzir parte da pressão tarifária prevista para o próximo ano.
Boletim é divulgado trimestralmente
O InfoTarifas é publicado pela Aneel a cada três meses e reúne projeções sobre a evolução das tarifas de energia elétrica no Brasil.
Além das estimativas de reajuste, o documento apresenta os principais fatores que impactam a composição das contas de luz, auxiliando consumidores e agentes do setor a acompanhar as tendências tarifárias.
Com a projeção de aumento médio de 8,6%, a energia elétrica deve continuar entre os itens que mais pressionam o orçamento das famílias brasileiras em 2026.
A expectativa agora é acompanhar os próximos boletins da Aneel e os reajustes específicos de cada distribuidora, que poderão variar conforme a região e as condições regulatórias aplicáveis.
Fonte - Meio News.
Por - Fábio Carvalho.
Foto: Agência Brasil.

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