O ex-ministro Ciro Gomes anunciou neste sábado (16) sua pré-candidatura ao Governo do Ceará nas eleições de 2026.
O lançamento ocorreu durante encontro político realizado no bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza, reunindo apoiadores, lideranças partidárias e aliados da oposição.
Acompanhado da esposa e de correligionários, Ciro chegou ao Centro Educacional Evandro Ayres de Moura sob clima de mobilização política.
Durante o discurso, reforçou diversas vezes o conceito de “lealdade” e direcionou críticas à atual administração estadual.
Chapa começa a ser desenhada
Ao oficializar o projeto eleitoral, Ciro revelou que pretende convidar o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio para compor a chapa como candidato a vice-governador.
Ele também afirmou que Capitão Wagner deve disputar uma vaga ao Senado, enquanto o deputado estadual Pastor Alcides seria o nome indicado pelo PL para a composição do grupo político.
Segundo Ciro, a formação da aliança é necessária para enfrentar os desafios do estado.
Recusa à Presidência
Antes da fala de Ciro, o ex-senador Tasso Jereissati destacou que o ex-ministro teria recusado disputar novamente a Presidência da República para priorizar a política cearense.
A candidatura ainda precisará ser confirmada em convenção estadual do PSDB, prevista para ocorrer até agosto.
Críticas à segurança e à saúde
Grande parte do discurso foi marcada por ataques à gestão estadual, especialmente nas áreas de segurança pública e saúde.
Ciro afirmou que o Ceará vive um cenário de avanço das facções criminosas e criticou a ausência de novos delegados na estrutura da Polícia Civil.
Ele também afirmou estar estudando propostas para enfrentar problemas da saúde pública estadual.
Aliança com PL e críticas ao STF
Durante entrevista após o evento, Ciro defendeu a aproximação com partidos de diferentes espectros políticos, incluindo o PL.
Segundo ele, o cenário atual do Ceará justifica a construção de uma ampla aliança de oposição.
O ex-ministro também comentou questionamentos sobre eventual proximidade com o senador Flávio Bolsonaro e minimizou o impacto político do caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
Na mesma agenda, Ciro direcionou críticas ao Supremo Tribunal Federal e afirmou que senadores ligados ao seu grupo deverão atuar para conter o que chamou de “abusos” da Corte.
Disputa deve reeditar antigo racha político
A possível candidatura de Ciro recoloca no centro da disputa o rompimento entre antigos aliados políticos no Ceará.
O ex-ministro deve enfrentar o grupo hoje liderado pelo senador Camilo Santana e pelo irmão, Cid Gomes.
O rompimento político da família Ferreira Gomes ocorreu em 2022, durante a escolha do candidato governista ao Palácio da Abolição.
Na ocasião, Ciro apoiou Roberto Cláudio, enquanto Cid e Camilo defenderam a então governadora Izolda Cela.
A crise provocou a separação entre PDT e PT no estado e abriu caminho para a eleição do atual governador Elmano de Freitas.
Retorno ao PSDB e nova tentativa estadual
Ciro retorna à disputa estadual pelo mesmo partido que o levou ao Governo do Ceará em 1990: o PSDB.
Ao longo da trajetória política, o ex-ministro passou por diferentes legendas, incluindo PMDB, PPS, PSB, PROS e PDT.
Em 2025, oficializou o retorno aos tucanos em cerimônia realizada em Fortaleza ao lado de lideranças da oposição cearense.
A reorganização da oposição em torno de Ciro fortaleceu o PSDB no Ceará, ampliando a bancada do partido na Assembleia Legislativa e recolocando o ex-ministro como uma das principais peças do tabuleiro político estadual para 2026.
Fonte - Meio News.
Por - Francy Teixeira.
Foto - Fabiane de Paula.

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