O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (16) que o Irã concordou em não enriquecer urânio pelos próximos 20 anos, devolver o material que tem armazenado e, com isso, desistir de produzir armas nucleares no período.
A declaração foi feita nos jardins da Casa Branca.
O republicano deu a entender que, dado o compromisso iraniano, um acordo definitivo para encerrar a ofensiva americana e israelense no Oriente Médio está próximo.
Teerã não confirmou as informações.
Porém, conforme a Al Jazeera, o Irã recusou a oferta americana e insiste na manutenção de seu programa nuclear, que diz ter fins pacíficos.
Apesar disso, o anúncio do cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano, sede do Hezbollah, nesta quinta foi bem-recebido pelo regime iraniano, que vê a iniciativa como um gesto de boa fé.
O armistício entra em vigor a partir das 18h (no horário de Brasília), mas o governo de Benjamin Netanyahu anunciou que vai manter tropas em território libanês durante o período.
O encontro das delegações de Israel e Líbano ocorreu após Tel Aviv exigir negociações diretas com o Líbano por se recusar a sentar com o Hezbollah, milícia armada xiita patrocinada pelo Irã.
Foi a primeira conversa de alto nível entre os países em 34 anos.
Um acordo entre as partes é um dos principais passos para destravar as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, que concordaram em encerrar as hostilidades diretas por 14 dias na última semana após um ultimato dado por Trump.
Isso porque o Irã acusa Israel de violar a trégua ao continuar atacando o Hezbollah no Líbano.
Tel Aviv e Washington, por sua vez, negam que Beirute faça parte do cessar-fogo.
A primeira rodada de negociações entre Irã e EUA em Islamabad terminou sem conclusão no último fim de semana.
Trump, então, ordenou que a Marinha norte-americana bloqueasse portos iranianos no Estreito de Ormuz para sufocar a economia do país persa ao impedir a cobrança de pedágios e a circulação de embarcações petrolíferas.
O Irã diz que a ação não tem surtido efeitos.
O governo americano corre contra o tempo para solucionar o conflito iniciado em 28 de fevereiro e que pressiona a inflação doméstica do país, com o galão médio de gasolina passando de US$ 2,98 antes da guerra para US$ 4,09 agora.
Fonte - Cidadeverde.com
Foto - Foto: Molly Riley/Official White House.

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