Carlos Augusto afirma que MDB só tem compromisso com Rafael e Marcelo






   A movimentação do PSD para atrair nomes de partidos da própria base governista após o fim da chamada fusão cruzada começou a produzir os primeiros sinais públicos de desconforto entre aliados do Palácio de Karnak. 

Nesta terça-feira, o deputado estadual Carlos Augusto (MDB) deixou no ar que, dentro do partido, o único apoio efetivamente fechado até aqui é ao governador Rafael Fonteles (PT) e ao senador Marcelo Castro (MDB), sem cravar alinhamento automático ao nome do deputado federal Júlio César (PSD) para o Senado.

“Uma coisa consolidada é o apoio ao governador Rafael Fonteles. 

Esse apoio é bastante consolidado dentro do MDB, certamente. 

Dentro de todos os partidos da base aliada. 

O restante dos apoios tem que ser tudo muito bem conversado e explicado e de forma bem transparente para a população. 

A chapa majoritária dentro do MDB, como nós estamos dentro do MDB, o meu primeiro senador é o Marcelo Castro. 

O restante nós temos que conversar, saber se realmente as pessoas vão ser candidatas nas eleições. 

Porque as candidaturas elas só vão se firmar nas convenções”, disse.

A declaração ocorre em meio ao incômodo provocado pela estratégia do PSD de “convidar bases” de outros partidos aliados para disputar a eleição pela sigla, como do Coronel Nelson, que era liderança da base do Coronel Carlos Augusto e que deve ser pré-candidato a deputado estadual pelo PSD.

Carlos Augusto também comentou, de forma indireta, a disputa por filiações e espaço eleitoral entre os partidos aliados. 

Sem citar nomes, o deputado afirmou que parte das movimentações obedece a projetos eleitorais voltados à construção de poder.

“Eu acho que faz parte do processo democrático. 

As pessoas procuram o melhor lugar para se eleger. 

Essa é a verdade. 

Tem pessoas que têm um plano de poder e outras que têm plano de se eleger”, afirmou.



Fonte - Cidadeverde.com
Foto: Jailson Soares/Cidadeverde.com

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