O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciará a oferta de teleatendimento em saúde para mulheres em situação de violência e a reconstrução dentária, incluindo tratamento odontológico integral gratuito.
Serão oferecidas próteses, implantes, restaurações e outros procedimentos.
A ação faz parte do plano de enfrentamento ao feminicídio no país, anunciado nesta quinta-feira (5) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
“Se os homens não se engajarem no enfrentamento à violência contra as mulheres, a gente não vai ganhar essa batalha.
As mulheres já lutam por isso há muitos anos, há décadas.
Está na hora dos homens entrarem com mais força nessa luta.
E a gente, que é da área da saúde, mais ainda”, destacou o ministro.
Para ampliar a oferta deste atendimento, o programa contará com o reforço de 500 impressoras 3D e scanners este ano que funcionarão nas Unidades Odontológicas Móveis (UOM) distribuídas em todo o país.
Após dez anos sem entregas, o Ministério da Saúde distribuiu 400 novos veículos em 2025 e, até o fim deste ano, serão 800 unidades a mais em circulação no país.
Um crescimento de mais de 400% na oferta deste serviço no SUS em relação a 2022.
A oferta de teleatendimento em saúde mental para mulheres expostas à violência ou em vulnerabilidade psicossocial pelo SUS terá início neste mês de março em duas capitais, Recife e Rio de Janeiro.
Em maio, chegará às cidades com mais de 150 mil habitantes.
A previsão é que em junho chegue a todo o país.
Estão previstos 4,7 milhões de teleatendimentos psicológicos por ano.
O acesso ao serviço será realizado de forma articulada e acessível: as mulheres poderão ser orientadas e encaminhadas nas unidades da Atenção Primária à Saúde (APS), como as Unidades Básicas de Saúde (UBS), e serviços da rede de proteção, ou buscar o atendimento diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital por meio de um mini app previsto para começar a funcionar no fim do mês.
Além disso, a pasta solicitou à Organização Mundial da Saúde (OMS) a inclusão da categoria feminicídio na Classificação Internacional de Doenças (CID-11).
O objetivo é dar maior visibilidade aos óbitos de mulheres motivados por desigualdade de gênero, atualmente registrados de forma genérica como agressão.
Fonte - O Dia.
Foto - Fernando Frazão/Agência Brasil.

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