Polícia investiga suspeita de erro médico após morte de recém-nascido de família de Esperantina






   A Polícia Civil do Piauí investiga a morte de um recém-nascido, filho de um casal de Esperantina (PI), ocorrida na última quarta-feira (18), após complicações registradas durante internação em uma maternidade de Teresina. 

O caso está sendo apurado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que instaurou procedimento para investigar possível erro médico.

De acordo com as informações, o bebê morreu ainda na unidade hospitalar enquanto aguardava transferência para outra Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 

As causas da morte ainda serão esclarecidas por exames do Instituto Médico Legal (IML). 

A declaração de óbito emitida pela maternidade aponta infecção generalizada.

A investigação teve início após a família denunciar que a criança apresentou lesões graves após um procedimento cirúrgico realizado no dia 21 de fevereiro, quando foi implantado um acesso central. 

O recém-nascido havia vindo ao mundo no dia 4 de fevereiro.

Segundo relato, o médico responsável informou inicialmente que a cirurgia havia sido bem-sucedida, sem mencionar complicações. 

A família afirma que só foi comunicada sobre a existência de lesões no dia 5 de março, quando já havia sinais de agravamento do quadro clínico.

Imagens apresentadas pela mãe mostram ferimentos considerados graves, incluindo necroses e possíveis queimaduras nos membros inferiores, além de lesões na região glútea e nos braços. 

Conforme a denúncia formalizada, o bebê teria apresentado intercorrências durante o procedimento, incluindo uma parada cardíaca.

A principal linha de investigação considera a possibilidade de uso inadequado de substâncias durante a cirurgia, como adrenalina, o que pode ter provocado um quadro de isquemia, caracterizado pela redução do fluxo sanguíneo para tecidos. 

Também estão sendo analisados o uso de equipamentos como manta térmica e a possível omissão de documentos médicos.

O advogado da família, Cosme Gonçalves, informou que há questionamentos sobre a ausência de registros clínicos completos, como folhas de evolução médica, que não teriam sido entregues aos responsáveis mesmo após decisão judicial.

A Polícia Civil requisitou o prontuário completo do paciente e deve ouvir os profissionais envolvidos no atendimento, incluindo médicos e integrantes da equipe de enfermagem. 

Após o procedimento, o bebê permaneceu internado na UTI Neonatal, fazendo uso contínuo de medicações vasoativas e sendo acompanhado por especialista vascular diante da possibilidade de amputação dos membros inferiores.

A família relatou ainda que decidiu retirar a criança da unidade após perder a confiança no atendimento, mas o bebê morreu antes da transferência ser efetivada.




Fonte e Foto - RevistaAz.

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