A Polícia Civil identificou que a arma utilizada por Fernando de Oliveira Castro na morte da guarda municipal Penélope e do vereador Thiciano Ribeiro era de uso corporativo.
Além dela, foram apreendidas outras duas armas em sua posse, sendo uma também da Guarda Civil Municipal e duas pessoais.
De acordo com o delegado Anchieta Nery, diretor de Inteligência da Polícia Civil, Fernando teria saído de Parnaíba para Teresina de forma premeditada com o intuito de cometer o crime, já que foi encontrada em seu poder uma quantia em dinheiro que seria utilizada para a fuga.
"Ele saiu de Parnaíba por volta de meia-noite já com o crime planejado e no objetivo de executá-lo.
Após o crime, nós conseguimos mapear os locais por onde ele passou até chegarmos à localização.
Tivemos inclusive apoio da população, que nos prestou várias informações úteis", disse.
Após o duplo homicídio, Fernando circulou pela casa de familiares na capital, chegando a confessar o crime em uma delas, onde escondeu a arma utilizada.
A Polícia Civil informou que Fernando havia se divorciado de Penélope há cerca de seis meses e não aceitava o fim do relacionamento, o que teria motivado a ação criminosa.
O caso é tratado como de natureza passional, embora a polícia não confirme se Penélope e o vereador mantinham de fato um relacionamento.
A corporação ressalta que ainda está nas primeiras horas da investigação e que o inquérito será concluído em até dez dias.
Segundo o delegado Francisco Baretta, coordenador do DHPP, Fernando está sendo ouvido pela delegada Nathalia Figueiredo, do Núcleo de Feminicídios.
"Dada à natureza do ocorrido, pode ser que no final o indiciamento descambe para um feminicídio, mas isso ainda vai ser devidamente tipificado no bojo do inquérito", explicou.
Equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar atuaram em conjunto para localizar e prender o autor, que foi encontrado no bairro Parque Piauí, em Teresina, após passar por residências de familiares.
Durante a prisão, ele estava com uma das armas e, em seguida, outras duas foram localizadas.
Segundo a Polícia Civil, Fernando não possuía histórico no mundo do crime, tinha emprego fixo e teria agido motivado por questões de ordem pessoal.
Ele também confessou o delito a familiares, que o aconselharam a se entregar.
Segundo o delegado Baretta, não há confirmação de que Penélope tenha sido ameaçada anteriormente por Fernando.
O caso segue sob investigação para definir as qualificadoras e se o crime será enquadrado como feminicídio ou homicídio qualificado.
Fonte - O Dia.
Foto - Divulgação.

Comentários
Postar um comentário